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O vestido que você comprou e nunca usou não era sobre o vestido.

O que é o PEIM, a secagem de vasinhos nas pernas

PEIM é a sigla de Procedimento Estético Injetável para Microvasos, e é o nome técnico do que todo mundo chama de secagem de vasinhos. Uma solução de glicose hipertônica é injetada dentro do próprio microvaso dilatado, ponto a ponto, com agulha muito fina: a parede do vaso colaba, e o corpo passa a tratar aquele vaso como tecido a reabsorver, retirando o desenho da pele ao longo de semanas. O microvaso é como uma ruela estreita paralela a uma avenida que já dá conta do movimento sozinha: fechada a ruela, o fluxo segue pela avenida e, com o tempo, ela some do mapa.

É o recorte estético e superficial do que a medicina vascular chama de escleroterapia, com arsenal restrito à glicose e com limite de calibre, e é aí que mora o limite: vaso fino e superficial responde; veia saltada, tortuosa, em relevo sob a pele não é caso de PEIM, e perna com queixa de peso, dor e inchaço é caso de investigação vascular com exame de imagem, e não de secagem de vasinho.

O procedimento também não trata gordura, flacidez nem textura da pele da coxa, que têm caminho próprio. E ele apaga o que já apareceu: não trata a predisposição, que continua existindo depois.

Sessão
20 a 40 minutos, conforme a quantidade de vasinhos
Rotina
No mesmo dia, sem afastamento, evitando sol e calor na região tratada nos primeiros dias
Resultado esperado
O trajeto escurece antes de clarear, com avaliação final 60 a 90 dias após a última sessão
Duração média
O vaso tratado não volta a funcionar, e vasinhos novos podem aparecer com o tempo

Todo procedimento injetável inclui retorno de revisão em 15 dias, sem custo. Os números acima são médias de prática clínica: a resposta é individual e o seu caso é estimado na avaliação.

Antes de qualquer aplicação, a perna é olhada de perto para separar duas coisas que o anúncio mistura: o vaso fino, que responde, e a veia calibrosa, que não responde e pede avaliação vascular. Quando é o segundo caso, é isso que você ouve na avaliação, com o encaminhamento junto.

Para quem é

  • Para quem tem o guarda-roupa dividido em duas partes: a roupa que pode e a roupa que não pode.
  • Para quem passa corretivo na perna antes de sair e calcula o sofá claro, o abraço, o carro.
  • Para quem ouviu "isso é genético, não tem jeito" e encerrou o assunto ali.

"Já me disseram que não tem jeito, é genético."

A frase é meio verdadeira, e é por isso que ela convence. A predisposição é mesmo genética e não muda: nenhum procedimento apaga a tendência de formar vasos novos.

Mas o vaso que já está na sua pele é outra coisa. Vaso fino e superficial é exatamente o tipo que responde à esclerose química, e as fontes descrevem melhora de boa parte dos microvasos já na primeira sessão.

Quem disse "não tem jeito" quase sempre estava respondendo à pergunta "isso para de aparecer?", e não à pergunta "isso dá para apagar?". São perguntas diferentes, com respostas diferentes, e você só ouviu a resposta de uma delas. Genética explica por que apareceu. Não explica por que continua aí.

Quem avalia e quem aplica é a Dra. Manu Maia, Biomédica Esteta, CRBM-5 015437. Conhecer a Dra. Manu e a clínica

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Sala de procedimentos da Harmonelle Clínica, com a maca preparada
Sala de procedimentos da Harmonelle Clínica, com maca e equipamento
Lavabo da Harmonelle Clínica, com bancada de pedra natural e espelho iluminado
Sala de procedimentos corporais da Harmonelle Clínica, em Blumenau

Sobre o PEIM

Dói? E o que eu sinto na hora?

Dói um pouco, e a sensação tem nome: ardência e queimação no momento em que a solução entra no vaso, e ela passa rápido. A intensidade depende da concentração usada. A mais concentrada arde mais e costuma exigir menos sessões; a menos concentrada é mais bem tolerada e trabalha de forma mais gradual, ao custo de mais sessões. Existe recurso descrito na literatura para amenizar o desconforto da mais concentrada, e qual das duas entra no seu caso é decisão da avaliação.

Dá para fazer no verão, ou só no frio?

Não há impedimento técnico para tratar fora do inverno. O que existe é uma exigência do pós: evitar sol e calor na área tratada, com prazos que variam nas fontes entre uma semana e quinze dias. No frio isso é simplesmente mais fácil de cumprir, porque a perna fica coberta. Some-se a isso que o protocolo tem sessões espaçadas e uma fase no meio do caminho em que o trajeto está escuro, e fica claro por que a procura se concentra entre o outono e o inverno. Quem quer perna pronta para janeiro precisa fazer a conta para trás, e ela começa no frio. Começar em novembro não é proibido, é só mais difícil de cumprir bem. O prazo exato de sol e a conduta de meia de compressão saem na sua orientação de pós, porque mudam conforme a perna, a quantidade de vasos tratados e a época do ano.

Quantas sessões, e de quanto em quanto tempo?

As fontes indicam no mínimo três sessões para alcançar o resultado desejado, e uma revisão clínica trabalha com faixa de três a seis. O intervalo mais repetido é de quinze a vinte dias, com fontes divergindo entre quinze, até trinta e sessões semanais. Uma revisão acadêmica é explícita ao registrar que a literatura ainda carece de estudos que definam o número ideal. Na prática o total depende de quantos vasos existem, de como estão distribuídos e da concentração escolhida, e isso se define olhando a perna, e não por telefone.

Os vasinhos voltam depois?

Aqui é preciso separar duas coisas que não são a mesma. O vaso tratado é fechado e reabsorvido, e esse vaso específico não volta a funcionar. O que existe é recidiva parcial do trajeto, quando o vaso não foi completamente esclerosado, e o surgimento de vasos novos, que são outros vasos, formados pela mesma predisposição de sempre. É por isso que o PEIM se comporta como manutenção periódica e não como evento único, e é por isso que "isso é genético" costuma estar respondendo à pergunta errada.

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