Corporal e Facial
Fermento não é pão. Você mistura, espera, e o volume vem da sua própria massa.
O que é o bioestimulador de colágeno
Bioestimulador não entrega volume pronto. Ele entrega uma instrução, e quem executa é o seu corpo: um material reabsorvível é depositado no tecido e fica ali por meses, funcionando como sinal contínuo para o fibroblasto, que passa a depositar colágeno novo em volta dele. A partícula vai sendo degradada e eliminada, e o colágeno que ficou no lugar dela é o resultado. Por isso o que muda é densidade, firmeza e espessura de pele, em face e em corpo, e não formato.
E aqui está o limite, que é a origem de quase toda a frustração com esse procedimento: bioestimulador não preenche. Não desenha contorno com precisão, não projeta queixo, não dá volume de lábio, não age no dia, porque o que aparece na primeira semana é o líquido de diluição e ele some, não resolve sobra franca de pele e não trata linha de expressão, que é território de músculo.
Também não tem enzima que desfaça, como o ácido hialurônico tem, e é por isso que quanto, onde e em quantas etapas se decide antes, e não durante.
- Sessão
- 30 a 60 minutos por sessão
- Rotina
- No mesmo dia, com massagem da área nos dias seguintes quando o produto exigir
- Resultado esperado
- Gradual, entre 30 e 90 dias após cada sessão, com pico entre 3 e 6 meses
- Duração média
- Em média 24 meses até os 35 anos; cerca de 12 meses a partir dessa idade
Todo procedimento injetável inclui retorno de revisão em 15 dias, sem custo. Os números acima são médias de prática clínica: a resposta é individual e o seu caso é estimado na avaliação.
Colágeno novo tem mais de um caminho, e eles não se substituem: aqui o estímulo é um produto injetado que fica no tecido e sinaliza por meses; quando a queixa é flacidez facial de contorno e papada, o estímulo é térmico, por energia externa, sem depositar nada; e quando é textura e marca de superfície, é microagulhamento, que é perfuração. Qual entra, em qual proporção e em qual ordem é leitura de Full Face.
Para quem é
- Para quem não diz que o rosto mudou de lugar, e sim que a pele está diferente: mais fina, menos firme, mais opaca.
- Para quem emagreceu, reconheceu o esforço na balança e não reconheceu no espelho, no rosto e no corpo.
- Para quem acha que precisa de preenchimento quando o que falta é suporte de pele.
"Vou gastar e não vou ver nada acontecer."
É a objeção mais legítima deste procedimento, porque ele é o único injetável em que a pessoa sai da sala sem resultado, e vale conhecer a curva inteira antes e não depois.
Nos primeiros dias o que existe é o volume do líquido de diluição, e ele vai embora. Entre a segunda semana e o segundo mês costuma aparecer a primeira mudança real, quase sempre de textura e de brilho, e não de contorno. O ganho de estrutura vem depois disso, ao longo de meses, e é ele que sustenta o rosto. Julgar em trinta dias é abrir o forno cedo demais.
Sobre não funcionar: a resposta é individual e depende de idade, de tabagismo e da área tratada, mas a maior parte dos casos de "não funcionou" é de expectativa trocada, de número de sessões insuficiente para o grau de perda, ou de indicação errada, quando a queixa real era de posição de tecido e não de qualidade de pele.
Quem avalia e quem aplica é a Dra. Manu Maia, Biomédica Esteta, CRBM-5 015437. Conhecer a Dra. Manu e a clínica
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Sobre os Bioestimuladores
Dói?
É uma aplicação injetável, feita com agulha ou cânula, e existe desconforto. Na maior parte dos protocolos o produto é reconstituído com anestésico na própria fórmula, o que reduz a dor durante a aplicação. As fontes não quantificam a dor em escala, e qualquer número específico aqui seria invenção. O que elas descrevem é o pós: sensação de área trabalhada e sensibilidade, que se resolvem em poucos dias.
Quando volto à rotina, e é verdade que preciso massagear em casa?
A rotina volta no mesmo dia. Inchaço nos primeiros dias é esperado, porque vem do volume de diluente e não do resultado. Sobre a massagem: sim, e ela não é opcional quando o produto pede. A instrução de uso do ácido poli-L-láctico traz a chamada regra dos cinco, massagear a área por 5 minutos, 5 vezes ao dia, durante 5 dias após cada sessão. Ela existe para o material se distribuir de forma uniforme na área trabalhada, e é parte do protocolo, não um extra.
Quantas sessões, e depois isso vira pacote sem fim?
Não é infinito, e também não é sessão única na maior parte dos casos. As recomendações publicadas descrevem, para face, de 2 a 3 sessões com intervalo de 30 a 40 dias; para corpo, de 2 a 4 sessões com intervalo de 30 a 60 dias. Caso leve ou preventivo pode se resolver em uma sessão; caso avançado pede mais. Depois disso o que existe é manutenção, e o intervalo dela não é fixo: ele acompanha a idade, porque a resposta do tecido acompanha a idade, e é isso que define quando vale voltar. Quem oferece número de sessões antes de avaliar o tecido está vendendo pacote.
Bioestimulador de colágeno e preenchimento são a mesma coisa?
Não, e essa é a confusão número um do assunto. Preenchedor ocupa espaço no momento da aplicação: entrega forma agora, permite desenho preciso e, no caso do ácido hialurônico, tem enzima que desfaz. Bioestimulador não ocupa espaço de forma duradoura: instala um material reabsorvível que faz o corpo produzir colágeno em volta, e o resultado é difuso, lento e de qualidade de tecido. A prova prática está num deles: o volume que aparece no dia é do gel que serve de veículo, que o corpo degrada em seis a oito semanas, e o que fica depois é colágeno. Quem quer projeção de queixo ou volume de lábio precisa de preenchedor; quem quer pele mais firme e densa precisa de bioestimulador. É comum usar os dois no mesmo plano, e a proporção entre eles é decisão de avaliação.