Facial
O delineador não ficou torto. A pálpebra é que dobrou por cima dele.
O que é o jato de plasma
O jato de plasma é uma ponta fina que não encosta na pele. Entre a ponta e a pele existe um espaço de frações de milímetro, e é ali que a coisa acontece: o aparelho ioniza o ar e faz a camada mais superficial da pele passar direto de sólido para vapor, sem virar líquido no meio do caminho, como o gelo seco, que some sem molhar a mão.
Cada ponto que evapora faz a pele em volta se recolher na direção dele, e uma sequência calculada de pontos reduz o excesso de pele visível numa área pequena. É por isso que a pálpebra é o território onde ele se destaca, e é isso que o mercado chama de blefaroplastia sem corte.
O limite mora exatamente nessa palavra, pele: ele trata o excesso cutâneo e só ele. Não retira bolsa de gordura, que é volume abaixo da pele; não corrige a pálpebra que cai por questão muscular; não levanta sobrancelha; não alcança camada profunda de rosto, papada e pescoço, que é outro território; e não substitui a cirurgia quando o excesso é importante, cenário em que entrega pouco e cobra o mesmo tempo de recuperação. Também não é reversível: não existe substância para dissolver o que foi sublimado, e é por isso que a decisão de fazer, ou de não fazer, é tomada com calma na avaliação.
- Sessão
- 20 a 45 minutos por área, mais cerca de 30 minutos de anestésico
- Rotina
- No mesmo dia, mas com pontinhos escuros e casquinhas visíveis por 5 a 10 dias, que não se arrancam
- Resultado esperado
- Aparece com a queda das casquinhas, entre 7 e 10 dias, e continua melhorando por 30 a 90 dias
- Duração média
- Cerca de 6 meses, com aumento progressivo de colágeno
Os números acima são médias de prática clínica: a resposta é individual e o seu caso é estimado na avaliação.
Pálpebra é superfície, e área pequena. Flacidez facial de contorno, papada e pescoço é outro plano, outro aparelho e outra conversa; marca que é movimento puro é toxina botulínica; e qual dos três o seu rosto pede, e em que ordem, é leitura de Full Face.
Para quem é
- Para quem estica a pele com o dedo para conseguir traçar o delineador, solta, e vê o traço sumir dentro da prega.
- Para quem chega às cinco da tarde erguendo a sobrancelha para enxergar melhor, com a testa doendo.
- Para quem ouviu que só restava operar e travou ali, entre não querer cirurgia e não aceitar o que vê.
"Vou ficar com o rosto cheio de casquinhas? Por quanto tempo?"
Vai, e essa é a parte que precisa ser dita antes de você marcar, e não depois.
Logo após a aplicação formam-se pontinhos escuros na pele, e eles ficam visíveis: não há maquiagem que resolva bem os primeiros dias, e eles caem sozinhos, no tempo deles. Somando todas as fontes, a faixa vai de poucos dias a duas semanas, conforme a área, a intensidade usada e a pele, e depois que caem fica um rosado no lugar por algumas semanas.
Ou seja: isso não se faz na quinta para um evento no sábado. Marcado com folga, é um transtorno de dias por um resultado de meses. Marcado em cima de um compromisso, é a forma mais rápida de estragar um resultado que seria bom, e a conduta certa é adiar. Escolher a janela do calendário faz parte do plano tanto quanto escolher a técnica, e quem conta isso antes está te tratando como adulta.
Quem avalia e quem aplica é a Dra. Manu Maia, Biomédica Esteta, CRBM-5 015437. Conhecer a Dra. Manu e a clínica
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Sobre o Jato de Plasma
Dói? É bem em cima do olho.
Aplica-se anestésico tópico antes, com uma espera de 20 a 30 minutos até a região dessensibilizar. A sensação durante é de calor pontual e picadas em sequência, e a pálpebra é área sensível. A intensidade é ajustada durante a sessão, e o relato mais comum é de desconforto tolerável, e não de dor.
Quando posso me maquiar de novo, e quando volto a treinar?
Trabalhar, na maioria dos casos, é possível no dia seguinte. Aparecer é outra conversa: as casquinhas ficam expostas e o olho amanhece mais fechado nos primeiros dias. Sobre maquiagem as fontes divergem entre três e dez dias, e o critério correto não é o calendário, é a área estar íntegra. Para lente de contato, as fontes citam de cinco a sete dias; para academia leve, de sete a dez; para treino intenso, de duas a três semanas, porque suor e calor na área atrapalham a cicatrização. E há duas orientações que aparecem em todas as fontes: não arrancar a casquinha, que é curativo biológico, e sustentar fotoproteção por semanas.
Quantas sessões, e com quanto tempo entre uma e outra?
As fontes divergem e não vale fingir consenso. O estudo europeu com 60 pacientes usou duas sessões com 28 dias de intervalo; o material do fabricante do equipamento mais estudado indica de três a seis sessões para pálpebra, com intervalos de 25 a 32 dias; as fontes clínicas brasileiras trabalham com uma a três sessões e intervalo mínimo de 30 dias. O número real sai da avaliação, do grau de flacidez e de como a pele respondeu à primeira sessão. E vale saber: um protocolo conservador com mais de uma sessão costuma entregar resultado mais estável do que uma sessão única muito intensa, mesmo que venda menos.
Blefaroplastia sem corte substitui a cirurgia?
Não no caso moderado a grave, e é essa a diferença que decide a indicação. O jato de plasma trabalha na superfície da pele: não retira bolsa de gordura, não corrige a pálpebra que cai por questão muscular e não remove faixa de pele. O estudo europeu com 60 pacientes selecionou justamente pálpebra com excesso cutâneo moderado e sem bolsa de gordura, e é essa a fotografia do caso que responde bem. Quando há excesso cutâneo importante ou bolsa evidente, insistir aqui entrega pouco e cobra o mesmo tempo de recuperação, e a resposta correta na avaliação é dizer que a indicação é cirúrgica, com o encaminhamento junto. "Blefaroplastia sem corte" é nome de mercado, e ele carrega uma promessa de equivalência que a literatura não sustenta fora do caso leve a moderado.